Que a boa alimentação é fundamental para obtermos uma vida saudável, isso nós já sabemos. Mas e as crianças? Como convencê-las que aquele alimento é melhor que o outro. E os pais? Como saber o momento exato de introduzir tal comida no cardápio do seu filho? E o leite materno? Ele é mesmo importante para a saúde do bebê? As questões são simples. Possuir práticas alimentares positivas durante a infância colabora com o desenvolvimento do indivíduo e auxilia no combate à diversas doenças.

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Segundo a nutricionista credenciada da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais, Dagmárcia Neuza David, os pais não devem desistir de oferecer um determinado alimento para seus filhos, caso eles não aceitem. “Se a criança recusar o alimento, os pais devem oferecer novamente, em outras refeições. Vale lembrar, que são necessárias, em média, oito a 10 exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança.”, explica Dagmárcia.

Moldar um indivíduo para que ele tenha uma vida saudável não é um papel fácil, em meio a tantas comidas rápidas, rotina e tentativa de praticidade. No entanto, é extremamente necessário que o adulto saiba ponderar o que é ou não fundamental. O leite materno, por exemplo, fornece uma série de fatores de proteção contra infecções comuns na infância. Segundo a nutricionista, a desnutrição no início da vida afeta não apenas o desenvolvimento cerebral, crescimento e composição corporal, mas também a programação metabólica com impacto sobre doenças crônicas do adulto.

Já entre os quatro e seis meses, recomenda-se que sejam introduzidos alimentos pastosos no cardápio do bebê. Aos nove, aparecem os primeiros dentinhos nos pequenos, sinal de que comidas sólidas já podem ser ingeridas normalmente. Carne desfiada, arroz, feijão e legumes amassados, são algumas das opções. E a nutricionista avisa: “A criança que come desde cedo, frutas, verduras e legumes variados recebe maiores quantidades de vitamina, ferro e fibras, além de adquirir hábitos alimentares saudáveis***”. Vale lembrar que alimentos de origem animal, ricos em ferro, frutas e vegetais, repletos de vitamina A, são de grande importância para o desenvolvimento infantil.

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Mas e se a questão é reeducar a alimentação? Segundo Dagmárcia, estima-se que o número de crianças obesas no Brasil tenha aumentado cinco vezes nos últimos 20 anos. Doenças ligadas à má alimentação também se fazem presentes. Falta de atenção na escola, ansiedade, depressão e irritabilidade, são alguns exemplos. Manter uma dieta rica em frutas, legumes e vegetais auxiliam na sensação de bem-estar, além de serem extremamente saudáveis. É importante saber que as práticas da família encorajam a criança a seguir o exemplo.

Fonte: Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais